tecnologia | Garoto do Futuro - Por Luiz Almeida

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Empresa amazonense de Inteligência Artificial é destaque no Brasil

17 de dezembro de 2023
Lucas Simões, CEO da STEC. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Revolucionando o cenário brasileiro de inteligência artificial, a STEC tem se estabelecido como líder em inovações disruptivas desde sua fundação em 2021 e anuncia expansão internacional das operações de soluções de IA

Fundada em 2021 pelo amazonense Lucas Simões, a STEC tem se firmado como uma força pioneira em soluções de inteligência artificial no Brasil. Com início em Manaus e expandindo rapidamente para São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, a empresa estabeleceu sua presença com o ADVIA, uma inovadora ferramenta de Inteligência Artificial Jurídica.

“Este produto revolucionário definiu o padrão de alta performance no mercado, marcando o início de uma trajetória impressionante para a empresa”, afirma o empresário.

Ao refletir sobre os primeiros anos da STEC, Lucas Simões, enfatiza a importância da experiência do cliente.

“Nossa abordagem inicial foi desenvolver soluções que não apenas atendessem às necessidades do mercado, mas também superassem expectativas em qualidade e performance. A resposta dos nossos clientes foi extraordinária, e somos imensamente gratos pela confiança depositada em nossa equipe e nossa tecnologia. Agora, estamos não apenas atendendo a demandas existentes, mas também inovando e criando novas soluções para uma crescente base de clientes, tanto no Brasil quanto internacionalmente”, analisa.

Com a expansão para mercados como Portugal e Estados Unidos, a STEC não mostra sinais de desaceleração em um setor dominado por grandes corporações.

“É um orgulho imenso. Iniciamos como uma startup ambiciosa e superamos barreiras significativas. Atualmente, atendemos uma gama diversificada de clientes, de pequenas empresas a grandes corporações, com mais de 60% de nossa base de clientes localizada fora do nosso estado de origem. O sucesso da STEC é reflexo direto do talento e dedicação da nossa equipe”, festeja.

Projeções

Em 2024, além da expansão internacional das operações de soluções de IA, a STEC anuncia o lançamento do STEC Labs. Esta iniciativa é voltada para desenvolvedores de software e tecnologia no Brasil, com o objetivo de fomentar um ambiente de networking de alto nível, focado em pesquisa, criação e inovação em Inteligência Artificial.

A relevância da IA no mercado brasileiro é inegável, conforme evidenciado por uma pesquisa de mercado encomendada pela IBM, que aponta que 41% das empresas no Brasil já estão implementando essa tecnologia.

Notavelmente, as organizações brasileiras estão cada vez mais integrando IA em suas estratégias de sustentabilidade, com 66% dos profissionais de TI no Brasil indicando que suas empresas estão adotando IA ou planejando fazê-lo para fortalecer suas iniciativas ESG (Environmental, Social, and Governance).

*Com informações de assessoria




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Biotecnologia desenvolvida em startups e no CBA marcam encerramento da agenda de Rollemberg em Manaus

23 de maio de 2023

Fotos: Márcio Gallo/CBA

A atenção às demandas e aos desafios de empresas nascentes de base biotecnológica em atividade na Amazônia, em especial as incubadas no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide) foi um dos destaques do encerramento da agenda do Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (SEV/MDIC), Rodrigo Rollemberg, em Manaus (AM).

Acompanhado pelo gestor do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), Fábio Calderaro, o Secretário reuniu com equipe de gestão do Cide, dentre eles a diretora executiva Narayana Tolosa, e o assessor jurídico da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Raphael Oliveira. Na oportunidade, foi apresentada a estrutura do Centro de Incubação e os serviços especializados promovidos pela instituição, entre apoio administrativo; capacitações e treinamentos; apoio e participação em feiras e eventos; ofertas de laboratórios de análises; e áreas destinadas à realização de reuniões, treinamentos. Há, ainda, espaços destinados às atividades industriais de pequeno porte, voltadas às startups incubadas, com galpões e salas para operações fabris.

Fotos: Márcio Gallo/CBA

Raphael Oliveira destacou diversas atividades em desenvolvimento no Cide e a proposta de expansão do Centro para melhor atender o ecossistema local de empresas nascentes de base biotecnológica. Além disso, o assessor jurídico ainda comentou sobre como ingressar como uma empresa incubada no Cide. “As startups apresentam projeto para serem acompanhadas e desenvolvidas até atingir o nível de maturidade e estejam aptas para o mercado, o que leva em média de 48 a 60 meses”, afirmou.

Desafios e resultados
Durante a reunião, foram destacados os desafios de empresas locais para se desenvolverem no mercado e atingirem as condições ideias para se tornarem capazes de se estabelecer, gerar emprego, renda e resultados positivos para a sociedade local. A logística é um dos principais desafios na região, conforme pontuado no encontro.

Rodrigo Rollemberg afirmou que “o governo federal tem tomado iniciativas que contribuam para que o cenário econômico brasileiro passe a ser mais favorável às empresas, desburocratizando ações e criando melhores condições para que sejam alavancadas as atividades como de empresas incubadas. A proposta é criar as bases necessárias para avançarmos no caminho certo da reindustrialização”.

Ainda durante a agenda no Cide, alguns produtos desenvolvidos pelas empresas incubadas no local foram apresentados para degustação, tais como sanduíches feitos a partir de açaí e tucumã, chocolates com insumos amazônicos, iguarias defumadas à base de peixes da região, dentre outros. Ao fim da agenda, foi realizada uma visita a três empresas instaladas no Cide.

Biotecnologia no CBA
Antes de retornar para Brasília, o Secretário de Economia Verde do MDIC ainda fez questão de retornar ao CBA para acompanhar de perto os processos biotecnológicos desenvolvidos pelas equipes da instituição. No Centro, Rollemberg pôde entender como a biodiversidade amazônica pode ser transformada a partir da biotecnologia para geração de produtos, serviços e bens que contribuem para comunidades locais, produtores regionais e para a interiorização de investimentos, sempre de forma sustentável e garantindo a complementação da matriz econômica local por meio da bioeconomia.

“Sabemos que o objetivo do CBA é fazer produtos e negócios a partir da biodiversidade. Conhecer o trabalho do Centro é saber que o CBA é preparado para articular as instituições de ciência e tecnologia com o setor produtivo para produzir riquezas, trazer benefícios para a comunidade da Amazônia por meio da biodiversidade, do conhecimento científico e de negócios e produtos”, finalizou Rollemberg.

*Com informações da assessoria.




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Startup amazonense ‘Navegam’ conquista 2º lugar em competição nos Estados Unidos

6 de abril de 2023

A logtech foi uma das 5 startups brasileiras selecionadas entre 270 inscritas para participar da Brazil Conference em Harvard e MIT

(Geferson Oliveira – CEO, Michelle Guimarães – CGO, Hélio Souza – CMO). Foto: Divulgação

A startup amazonense Navegam foi premiada no último sábado (01), durante participação na Brazil Conference 2023, realizada em Boston, capital do estado norte-americano de Massachusetts. O evento, realizado por estudantes e pesquisadores brasileiros ocorre anualmente desde 2015, em Harvard e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), listadas como as melhores universidades do mundo. 

A Navegam é a primeira startup do Amazonas a participar do evento e passou por um extenso processo seletivo para chegar à final do Hack Brazil, atividade da conferência que tem como proposta descobrir, apoiar e impulsionar startups que resolvem problemas sociais do país. De 270 soluções inscritas, a Navegam ficou entre as 5 selecionadas para apresentar seus projetos. Com a ‘Plataforma de Desenvolvimento Bioeconômico’, que visa impulsionar, conectar e monitorar todo o processo de uma cadeia produtiva, a startup alcançou o 2º lugar na competição. 

“A nossa intenção é fazer com que essa cadeia esteja conectada por meio da tecnologia, de modo que o pequeno produtor consiga ter para quem vender, ter a previsibilidade de compra, de venda e da sua colheita. Então, ele não precisa vir à capital buscar alguma indústria. Não! A indústria já vai estar conectada via plataforma com esse pequeno produtor. Essa colheita, esse cultivo todo, vai estar pré-comprado e nós vamos monitorar todo o processo dessa plantação pela plataforma”, disse a Chief Growth Officer (CGO) da Navegam, Michelle Guimarães. 

Plataforma de Monitoramento

Desse modo, a intenção da startup é monitorar as etapas desde o preparo do solo até a colheita, além de reunir informações como: Qual o fertilizante usado na plantação? Quando a semente foi plantada? Que dia foi colhido? Elementos que irão fortalecer o banco de dados. Guimarães ressalta ainda, que para tornar isso possível, será imprescindível a participação de parceiros locais, técnicos de campos e de outras entidades que possuem expertise com a agricultura familiar. 

“Com a sociedade cada vez mais à procura de produtos sustentáveis, ecologicamente responsáveis e mais limpos, a indústria vai ter toda a garantia de qualidade do produto cultivado. Isso contribui muito com o ideal. Nosso objetivo final é de que nas embalagens tenha um QR Code, por meio do qual o consumidor poderá saber por quem e onde aquele produto foi cultivado. Assim, com a sincronização de dados na plataforma, conseguiremos saber, por exemplo, se o Açaí produzido na comunidade X está melhor do que o produzido na comunidade Y. Ou seja, vamos buscar investigar o que aconteceu para cada vez mais a gente melhorar a matéria-prima”, acrescentou.

Expectativa

( Hélio Souza – CMO, Michelle Guimarães – CGO, Geferson Oliveira – CEO). Foto: Divulgação

A CGO da Navegam, Michelle Guimarães, também destaca a integração da plataforma com as embarcações, elo importante no transporte de cargas na região amazônica. “A gente vai colocar as embarcações na plataforma de forma que elas entendam quando terão coleta de carga para fazer nas comunidades. Muitas vezes essas embarcações saem de Manaus com o porão cheio, mas elas voltam vazias. Então, elas já vão saber que no dia X e na hora Y, vai ter carga na comunidade Z para poder coletar e trazer pra Manaus”, explicou.

Atualmente, a fase de testes conta com 54 famílias produtoras de café em Apuí no interior do Amazonas, porém, a expectativa da startup é atingir mais de 2 mil produtores cadastrados na plataforma nos próximos dois anos. 

Combate ao Desmatamento

Além dos objetivos prioritários da Navegam, outra missão importante através da ‘Plataforma de Desenvolvimento Bioeconômico’ é atuar no combate ao desmatamento florestal na Amazônia. Com isso, diante das informações obtidas por meio dos produtores, será possível mensurar o impacto causado pela produção rural tanto socialmente quanto economicamente. 

“Vamos conseguir monitorar o uso do solo para poder mitigar qualquer chance de desmatamento, porque nós vamos cadastrar produtores com a área legalizada. Na própria plataforma teremos informações sobre quantos hectares aquela área possui, quantas toneladas do produto cultivado foram produzidas a partir de determinada matéria-prima… Faremos com que esse produtor saiba utilizar bem a sua área legalizada e não tenha a necessidade de desmata-la. A gente precisa manter a floresta em pé, mas também precisamos dar meios dignos de sobrevivência para essas comunidades”, detalhou Michelle Guimarães, CGO da Navegam. 

A Navegam

Fundada em 2019 por Geferson Oliveira, Jorge Alves e Hélio Souza, a Navegam é uma logtech amazonense idealizada para criar soluções de mobilidade fluvial na Amazônia. A startup oferece um marketplace para a venda de passagens online, sistema de gerenciamento de passageiros com emissão de relatórios, faz a contratação e gerenciamento do transporte de cargas. Hoje, a Navegam tem 97 embarcações cadastradas, que operam nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Após fortalecer a atuação da empresa nesses estados, o próximo passo dos gestores é chegar ao Amapá e Tocantins.

Por Luiz Henrique Almeida




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